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,um quase nada ou um quase tudo, pensamentos sinuosos, passos descompassados, heterônimos, música, letra, péssima memória, muitos desejos, alguns livros roubados, as três, bons amigos, um grande amor, muitas frases inacabadas e reticências...

E o que restou além do teu corpo?

Teus pensamentos e tua alma seguiram, agora estamos sós, dois corpos desnudos e reféns de um futuro que criamos tempos atrás, reféns da felicidade que guardamos na gaveta do criado-mudo e onde ficará até que um dia tudo isso venha a ter algum sentindo. Mas até lá, minha pequena...até lá essa felicidade envelhecerá, tomar-se-á pelo amarelo que o tempo dá como se castigasse aquilo que passa pela vida sem viver. Além do teu corpo, restou-nos o silêncio desse quarto e o escuro que preservamos com as cortinas, já não há mais a necessidade de encararmos um ao outro, há tempos já percebemos a distância que se fez entre nós. A troca do prazer tornou-se um hábito cansativo das madrugadas de insônia e amor já não fazemos mais, toco-te com culpa, minhas mãos pesaram, teu sexo não passa do que é, teu corpo tornou-se apenas um corpo...
Pergunto-te até quando sobreviveremos para os filhos que ainda não vieram, para a casa no campo, as festas de Natal, para as cadeiras de balanço que ficariam na varanda... Até quando, pequena, seguiremos por conta do passado e do futuro, esquecendo-nos então do agora? Até quando?




7 comentários:

Paulo Tamburro disse...

Tudo bem ?

Parabéns, seu blog merece, que venha por aqui muita vezes.

Afinal, não temos tantos bons textos com estes seus à nossa disposição.

Caso queira me visitar, meu blog é de humor.

Um abração carioca.

Fernanda Serra disse...

AMEEI o texto! :D
Adoro o que escreve e a sua maneira!

TE AMO! <3

Lalah Portela disse...

Li! dediquei um selo de qualidade ao seu blog pelos lindos textos!!
Indica tbm outros blogs legais =D

xerOooO

Robson Rogers disse...

Até quando a vida; o destino (se existir); até que a chuva páre de cair; ou o sol de iluminar... Até que um dia se desencontre e quem sabe num futuro se reemcontre para rir da vida... Do tempo e do final que a todos o tic-tac nos leva... Até quando houver tempo de dizer...!

Paulinha Leite disse...

Oi Lilian.
Estava passeando por entre blogs, é meu passatempo favorito ler blogs. Te achei por acaso, e me encantei com a forma como vc se expressa.
Teus textos estao maravilhosos!
Estou te seguindo, adoro escritas inteligentes.
Parabens pela criatividade, personalidade e facilidade com que tu te expressas!
Beijos! :)

Robson Rogers disse...

Oii.. esqueci de perguntar; quem é mesmo o autor do texto?? beijos

Lílian Suellen disse...

(Boa pergunta, Robson...e difícil de lhe responder, admito!)

Mas talvez B.W. tenha sido um dos meus "eu-líricos" escondidos que despertou numa noite vazia...Talvez.


Abraços