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,um quase nada ou um quase tudo, pensamentos sinuosos, passos descompassados, heterônimos, música, letra, péssima memória, muitos desejos, alguns livros roubados, as três, bons amigos, um grande amor, muitas frases inacabadas e reticências...

Dor engarrafada


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--> M.C. - Saudade (Instrumental)


A dor virou gole amargo. Gosto de bebida barata, que permanece na boca enquanto perdura a lembrança do que se tenta descartar com as garrafas vazias… garrafas de que nada mais servem a não ser para deduzir a embriagues de quem sentiu a desilusão descer pela garganta. Entre um gole e outro, a ânsia, como se o corpo rejeitasse a dor que lhe preenche o vazio ocupado outrora por uma alma. Desamparada, a alma escolheu a busca de um amor perdido ao seu próprio corpo e agora percorre a cidade como quem procura um livro deixado no banco de uma praça. Vago, o corpo se ajeita numa calçada imunda, conta as garrafas cheias de nada e compara-se a elas, cerra o punho e ergue a dor engarrafada: “Aos livros perdidos, aos desalmados, aos amores desgraçados... Brindemos” (...)
[tim tim]

7 comentários:

Rá ~° disse...

Como sempre ótimos textos Lili!!!

*.*

bia disse...

^^

Ricardo Sanchez disse...

brindemos!

Blog do Ferra Mula disse...

Tim! Tim!

Bom domingo, aqui no sul muito frio com muita umidade, nada que uma boa taça de vinho não resolva.

Tim! Tim!

Airton.

J.MARTINS disse...

Bem bebido!

Marcia Rodrigues disse...

tim tim!
embreaguei-me com seu texto, excelente!

neTrop!k@lista disse...

tim tim!!